arquétipo

Das fundações profundas do mundo,

Onde dormem as imagens primordiais,

Retumbam os sons da velha pedra

Com as mesmas ordens,

Ao homem moderno,

Que regiam a vida dos seus ancestrais.


Constroem a superestrutura

Tropas e tropas de criaturas

Condicionadas a criativas reformas providenciais.

Traçam projetos, escrevem planos

De uma nova ordem mundial.


Esquecem-se, porém, dos arquétipos,

As vigas imanentes desse prédio,

Arquitetura inconsciente atemporal,

Que destroem o protótipo recriado ontem

Com a mesma voracidade

Que se sedimentam novamente na maquete


O homem que se dá conta disso

Percebe-se inútil e só

Mergulhado no esqueleto de um abismo,

Na imensidão imaterial

de um templo de tradições pré-concebidas

que rejeita toda forma de revolução.

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