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Verás blasfêmias

Enquanto não fores essência,

E em teu espírito não tocarás.


Quando do alto de um templo

Bradar o estrondoso trovão

Trazendo a palavra do inominado

Prostrarás

Obediente e calado,

Temendo a represália.


Acorrentado às regras

Carregarás pedras e pedras

Na construção de outros templos

Para que outros como os teus

Prostrem-se

Obedeçam e calem-se

Diante do possível soberano rugidor


Passarão anos e anos

E um império será feito

Repleto de cordeiros e outros eleitos,

Que com ossos, sangue e entranhas

Sustentarão as velhas vigas

Das ruínas da religião.


Soberbo, soberbo, Senhor dos céus

Precede à queda o orgulho,

Precede à ruína a altivez

Que um dia teus fiéis súditos

Rompam os grilhões mudos

E cantem à natureza, mais uma vez:

 Blasfêmias e blasfêmias.

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